quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Caminhos da vida


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Mensagens de Bom dia


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Evangelho do dia



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terça-feira, 17 de outubro de 2017

Um amor especial


Quando Jéssica veio ao mundo, trazia a cabeça amassada e os traços deformados, devido ao parto difícil vivido por sua mãe.

Todos a olhavam e faziam careta, dizendo que ela se parecia com um jogador de futebol americano espancado.

Todos tinham a mesma reação, menos a sua avó. Quando a viu, a tomou nos braços, e seus olhos brilharam. Olhou para aquele bebê, sua primeira netinha e, emocionada, falou: Linda.

No transcorrer do desenvolvimento daquela sua primeira netinha, ela estaria sempre presente. E um amor mútuo, profundo, passou a ser compartilhado.

Quando a avó recebeu o diagnóstico, anos depois, de mal de Alzheimer, toda a família se tornou especialista no assunto.

Parecia que, aos poucos, ela ia se despedindo. Ou eles a estavam perdendo.

Começou a falar em fragmentos. Depois, o número de palavras foi ficando sempre menor, até não dizer mais nada.

Uma semana antes de morrer, seu corpo perdeu funções vitais e ela foi removida, a conselho médico, para uma clínica de doentes terminais.

Jéssica insistiu para ir vê-la e seus pais a levaram. Ela entrou no quarto onde a avó Nana estava e a viu sentada em uma enorme poltrona, ao lado da cama.

O corpo estava encurvado, os olhos fechados e a boca aberta, mole. A morfina a mantinha adormecida.

Lentamente, Jéssica se sentou à sua frente. Tomou a sua mão esquerda e a segurou. Afastou daquele rosto amado uma mecha de cabelos brancos e ficou ali, sentada, sem se mover, incapaz de dizer coisa alguma.

Desejava falar, mas a tristeza que a dominava era tamanha, que não a conseguia controlar. Então, aconteceu...

A mão da avó foi se fechando em torno da mão da neta, apertando mais e mais. O que parecia ser um pequeno gemido se transformou em um som, e de sua boca saiu uma palavra: Jéssica.

A garota tremeu. O seu nome. A avó tinha quatro filhos, dois genros, uma nora e seis netos. Como ela sabia que era ela?

Naquele momento, a impressão que Jéssica teve foi que um filme era exibido em sua cabeça. Viu e reviu sua avó nos quatorze recitais de dança em que ela se apresentou.

Viu-a sapateando na cozinha, com ela. Brincando com os netos, enquanto os demais adultos faziam a ceia na sala grande.

Viu-a, sentada ao seu lado, no Natal, admirando a árvore decorada com enfeites luminosos.

Então Jéssica olhou para ela, ali, e vendo em que se transformara aquela mulher, chorou.

Deu-se conta de que ela não assistiria, no corpo, ao seu último recital de dança, nem voltaria a torcer com ela pelo seu time de futebol.

Nunca mais poderia se sentar ao seu lado, para admirar a árvore de Natal. Não a veria toda arrumada para o baile de sua formatura, ao final daquele ano.

Não estaria presente no seu casamento, nem quando seu primeiro filho nascesse.

As lágrimas corriam abundantes pelas suas faces. Acima de tudo, chorava porque finalmente compreendia como a avó havia se sentido no dia em que ela nascera.

A avó olhara através da sua aparência, enxergara lá dentro e vira uma vida.

Lentamente, Jéssica soltou a mão da avó e enxugou as lágrimas que molhavam o seu rosto.

Ficou de pé, inclinou-se para a frente e a beijou.

Num sussurro, disse para a avó: Você está linda.

Se desejas ensinar a teu filho o que é o amor, demonstra-o. Não lhe negues a carícia, a atenção, a palavra.

O que faças ou digas é hoje a semeadura farta de bênçãos que o mundo colherá, no transcurso dos anos dos teus rebentos.

E o mundo te agradecerá, por teres sido alguém que entregou ao mundo um ser que saiba amar, de forma incondicional e irrestrita.

Redação do Momento Espírita, com base no cap. Linda, de autoria de Jéssica Gardner, do livro Histórias para aquecer o coração dos adolescentes, de Jack Canfield, Mark Victor Hansen e Kimberly Kirberger, ed. Sextante.
Em 17.10.2017.
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Mulher interessante


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O viajor e as florestas

Imaginemos uma estrada longa, em cuja extensão se encontram enormes florestas que é preciso atravessar. À entrada de cada uma, a estrada, larga e magnífica, se interrompe, para só continuar na saída.

O viajor, que segue por essa estrada, penetra na primeira floresta. Porém, não encontra caminho aberto, somente um emaranhado complexo em que se perde.

A claridade do sol desaparece sob a espessa ramagem das árvores. Ele vagueia, sem saber para onde se dirige.

Afinal, consegue chegar ao fim da floresta. Está cansado, dilacerado pelos espinhos, machucado pelas pedras.

Ali está novamente a estrada e ele prossegue a sua jornada, procurando curar-se das feridas.

Mais adiante, uma segunda floresta se apresenta, na qual o esperam as mesmas dificuldades. Mas, como ele já possui um pouco de experiência, sai dela menos ferido.

Noutra, encontra com um lenhador que lhe indica a direção que deve seguir para não se transviar.

A cada nova travessia, aumenta a sua habilidade, de maneira que transpõe cada vez mais facilmente os obstáculos.

A estrada finaliza no alto de uma montanha, donde ele enxerga todo o caminho que percorreu desde o ponto de partida.

Vê as diferentes florestas que atravessou e se lembra dos contratempos que passou. Mas, essa lembrança não lhe é penosa, porque chegou ao termo da caminhada.

É como um velho soldado que, na calma do lar doméstico, recorda as batalhas a que assistiu.

Aquelas florestas lhe parecem pontos negros sobre uma fita branca e diz para si mesmo: Quando eu estava naquelas florestas, nas primeiras, sobretudo, como me pareciam longas de atravessar!

Tudo ao meu derredor me parecia gigantesco e intransponível e que nunca eu chegaria ao fim.

Penso que, sem aquele bondoso lenhador que me pôs no bom caminho, talvez eu ainda estivesse por lá!

Agora, que contemplo essas mesmas florestas do ponto onde me acho, me parecem pequenas!

Tenho a impressão de que eu teria podido atravessá-las, com um passo. A minha vista as penetra e lhes distingo os menores detalhes. Percebo até os passos em falso que dei.

Encontrando um sábio, lhe pergunta:

Por que não há uma estrada direta do ponto de partida até aqui? Isso pouparia aos viajantes o terem de atravessar aquelas terríveis florestas.

Meu filho, responde o ancião, olha bem e verás que muitos evitam a travessia de algumas delas: são os que, tendo adquirido mais rapidamente a experiência necessária, sabem tomar um caminho mais direto e mais curto para chegarem aqui.

Essa experiência, porém, é fruto do trabalho que as primeiras travessias lhes impuseram, de modo que eles aqui chegam em virtude do mérito próprio.

No entanto, o que saberias, se não houvesses passado por elas?

A atividade que tiveste de desenvolver, os recursos de imaginação que precisaste empregar para abrir caminho aumentaram os teus conhecimentos e desenvolveram a tua inteligência.

Somos o viajor. A estrada é a imagem da nossa vida. O lenhador é Jesus. As florestas são as existências corpóreas que nos levam ao alto da montanha da perfeição.

Estamos a caminho. Pensemos nisso.

Redação do Momento Espírita, com base no cap.
O caminho da vida, do livro Obras Póstumas,
de Allan Kardec, ed. FEB.
Em 16.10.2017.
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segunda-feira, 16 de outubro de 2017

O Livro dos Espíritos de Allan Kardec

N. de A. K.: O texto colocado entre aspas, em seguida às perguntas, é a resposta que os Espíritos deram.

394. Nos mundos mais elevados do que a Terra, onde os que os habitam não se vêem premidos pelas necessidades físicas, pelas enfermidades que nos afligem, os homens compreendem que são mais felizes do que nós? Relativa é, em geral, a felicidade. Sentimo-la, mediante comparação com um estado menos ditoso. Visto que, em suma, alguns desses mundos, se bem melhores do que o nosso, ainda não atingiram o estado de perfeição, seus habitantes devem ter motivos de desgostos, embora de gênero diverso dos nossos. Entre nós, o rico, conquanto não sofra as angústias das necessidades materiais, como o pobre, nem por isso se acha isento de tribulações, que lhe tornam amarga a vida. Pergunto então se na situação em que se encontram, os habitantes desses mundos não se consideram tão infelizes quanto nós e não lastimam a própria sorte, já que não se lembram de existências inferiores que lhes sirvam de comparação?

“Cabem aqui duas respostas distintas. Há mundos, entre os de que falas, cujos habitantes guardam lembrança clara e exata de suas existências passadas. Esses, deves compreender, podem e sabem apreciar a felicidade de que Deus lhes permite fruir. Outros há, porém, cujos habitantes, achando-se, como dizes, em melhores condições do que vós na Terra, não deixam de experimentar grandes desgostos, até desgraças. Esses não apreciam a felicidade de que gozam, pela razão mesma de se não recordarem de um estado mais infeliz. Entretanto, se não a apreciam como homens, apreciam-na como Espíritos.”

O Livro dos Espíritos de Allan Kardec
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