sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Vigilância e fidelidade da última hora


Filhos, filhas, todos da alma!

Metamorfoseando-se, o materialismo penetra em todos os ramos do conhecimento humano e as religiões não escapam da sua habilidade camaleônica, permitindo-se os métodos perturbadores das necessidades corporais do ser humano no seu processo de evolução.

Indispensável a vigilância para não nos deixarmos engambelar pelas sereias sedutoras nos seus cânticos que fascinam, entorpecem e aniquilam a esperança.

Jesus, não poucas vezes, teve que enfrentar a argúcia do materialismo disfarçado, das manifestações farisaicas que se apresentavam vestidas de traje impecável quais sepulcros de branco caiados, ocultando cadáveres em decomposição.

Allan Kardec, não poucas vezes, viu-se sitiado pelas manobras maniqueístas do Mundo Espiritual inferior através de companheiros da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, sendo, no entanto, fiéis aos postulados do Espírito de Verdade.

Na atualidade, de sofreguidão e de tormento, o ser humano procura uma forma de escapar das provações necessárias ao seu processo evolutivo, e não raro são atraídas essas almas para as propostas equivocadas do deus Mamon, e Mamon deísta que fascina, embriaga os invigilantes e os precipitados.

Indispensável a nossa fidelidade aos postulados espíritas conforme exarados na Codificação. O mundo estertora, não pela primeira vez. Periodicamente, conjugam-se fatores cósmicos que se tornam sociológicos e ético-morais, sacudindo as civilizações e empurrando-as para o aniquilamento, para logo surgir um período de esperança e de paz.

Às vésperas da grande transição planetária já iniciada desde há muito, atingimos o clímax que nos pede sacrifício e honradez. Quantos desertam na hora do testemunho! Quantas almas fragilizadas pela sua constituição emocional e espiritual, atraídas pela doçura do Homem das Bem-Aventuranças, mas que não suportam o ferrete do padecimento humano e optam pela desistência mais uma vez!

Somos alguns deles que retornamos, ouvindo o convite de Jesus para a mansuetude, para a misericórdia, para a autoiluminação e tendo baqueado ontem, encontramo-nos necessitados da redenção, tropeçando nas próprias mazelas, correndo o risco da desistência perigosa. Tenhamos cuidado para que os encantos rápidos do mundo não nos distraiam tanto.

Algo temos que fazer e o Mestre Incomparável pede-nos fidelidade da última hora. A noite desce e a treva não se faz total porque as estrelas do amor brilham no cosmo das reencarnações.

Este é momento grave, filhas e filhos do coração, e vós tendes a oportunidade de O servir como dantes não lograstes.

Tornai-vos fortes ante a debilidade das forças. Sede fiéis diante das facilidades do comportamento. Por mais longa seja a existência física, ela se interrompe e o ser volta à realidade, à Casa Paterna, com os valores que acumulou durante a trajetória física.

Bendireis amanhã as dificuldades de hoje, as noites, quiçá indormidas, de preocupações e de zelo, porque o pastor se preocupa especialmente com as ovelhas que tresmalham e deveis estar atentos para essas ou para aquelas que são lobos travestidos de cordeiros em nosso meio, ameaçando a estabilidade do rebanho.

Jesus recomendou-nos a vigilância para, depois, a oração. Sede prudentes como as serpentes, sábios como as pombas, parafraseando o Evangelho, e estai vigilantes, porque amigos vossos de ontem, que se encontram conduzindo as leiras do Espiritismo com Jesus abrem as portas imensas da Imortalidade para que as atravesseis em triunfo e em glória.

Bendizei, portanto, as dificuldades que também experimentamos quando estávamos na indumentária carnal. Ninguém em caráter de exceção. Quantas vezes choramos convosco, abraçando-vos e dizendo-vos: “bom ânimo, crede e perseverai”, recordando-nos de Paulo, sob as ruinas da acrópole antiga em Atenas, renovada, ouvindo as vozes espirituais depois do insucesso da sua pregação aos gregos que ele tanto amava. E ele soube esperar, trabalhar, insistir e amar, fazendo que depois Atenas recebesse o divino pábulo do Evangelho e o legado sublime de Jesus.

Estamos em uma nova Atenas, que teima em não nos aceitar, em substituir Jesus pela tradição dos velhos deuses de Dionísio a Momo, de Baco às expressões mais vis do humano comportamento.

O triunfo, sem dúvida, é de Jesus. Ide e pregai com o exemplo, vivendo o Evangelho a qualquer preço, não conforme as teologias, mas de acordo com a ética moral de que se utilizou Allan Kardec para perpetuar esse modelo e guia da Humanidade que nos conduz!

Ide, amados! Antes, servos e, agora, irmãos do Mestre em triunfo, na Era de Luz que se iniciará em madrugada próxima, logo seja terminada a noite de trevas.

Mantende-vos em paz e amai, ajudando-vos uns aos outros nas suas debilidades e fraquezas, pois que são eles que precisam do vosso auxílio para também atingirem a meta.

O Senhor da Vida irá conosco.

Muita Paz, filhos do coração e filhas da ternura!
São os votos dos espíritos-espíritas, por intermédio do servidor humílimo e paternal de sempre, Bezerra.

(Mensagem psicofônica ditada pelo Espírito Bezerra de Menezes ao médium Divaldo Pereira Franco, no encerramento da Reunião Ordinária do Conselho Federativo Nacional, realizada em Brasília, em 12 de novembro de 2017. Texto revisado pelo autor espiritual.)
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Baixa estima


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Paixões espirituais e paixões humanas

Kardec definiu paixão, no comentário à questão 908 de O Livro dos Espíritos, como o exagero de uma necessidade ou de um sentimento, acrescentando que ela se encontra no excesso e não na causa e este excesso se torna um mal, quando tem como consequência um mal qualquer. Embora se admitam boas paixões, via de regra, nos focamos nas más, sendo elas, muitas vezes, responsáveis por nossas más inclinações e os deslizes morais relacionados a nós.

O pensamento kardequiano propõe que as paixões más são de duas ordens: as humanas e as espirituais. Como veremos a seguir, as paixões humanas decorrem da influência do corpo e, portanto, são inerentes à corporeidade, enquanto as paixões espirituais acompanham o Espírito onde ele se encontre, pois são ínsitas a ele mesmo. Kardec apresenta essa ideia em O Livro dos Espíritos, item 605-a, ao afirmar que as paixões humanas têm duas fontes diversas: algumas paixões (que Kardec denominou no item 971-a de paixões materiais) derivam dos instintos da natureza animal, enquanto as outras (que poderiam ser denominadas de paixões espirituais) decorrem das impurezas do Espírito encarnado. No item 611, Kardec retoma o assunto e afirma que de animal só há no homem o corpo e as paixões que nascem da influência do corpo e do instinto de conservação inerente à matéria.

Segundo o texto, as paixões materiais decorrem dos instintos da natureza animal. Instinto é algo que vem pronto, acabado, que não é construído e nem escolhido, ou seja, um impulso automático, como o instinto de defesa, o instinto reprodutivo etc. Natureza, por sua vez, é algo que não é produto do homem, que o homem já encontra pronto, portanto, refere-se ao corpo, à biologia, aos genes. Assim, podemos considerar como paixões materiais aquelas que nascem da influência do corpo e do instinto de conservação inerente à matéria. Os estudos relacionados à Genética do comportamento têm considerado como traços humanos com importante componente hereditário, portanto biológico, condições como a gula, o vício do cigarro, do álcool, das drogas e do jogo. Talvez essas inclinações se identifiquem com o conceito kardequiano de paixões materiais.

Na tradição evangélica, tal conceito foi expresso por Jesus, ao afirmar que a carne é fraca (Mateus 26:4) e Paulo ao colocar que a carne milita contra o Espírito (Gálatas 5:17). Kardec é também explícito neste texto da Revista espírita de janeiro de 1866: o Espírito encarnado sofrendo a influência do organismo, seu caráter se modifica segundo as circunstâncias e se dobra às necessidades que lhe impõe esse mesmo organismo.

As paixões espirituais, por sua vez, decorrem das impurezas do Espírito, portanto, são fragilidades inerentes à própria individualidade. Elas não dependem de uma organização específica para se manifestar. Paixões pelo poder ou pela necessidade perturbadora do sucesso talvez sejam bons exemplos de paixões espirituais, pois têm suas raízes no egoísmo, no orgulho, na inveja, no ciúme e na vaidade, acompanhando o Espírito por toda a parte e sendo superadas paulatinamente com o progresso moral.

A classificação das paixões em humanas e espirituais é evidente também no diálogo de Kardec com o Espírito São Luís, na Revista espírita, fevereiro de 1859, ao ser examinada a questão dos Espíritos que tomam a forma humana, denominados de agêneres. Kardec pergunta: Os Espíritos têm paixões? São Luiz responde: Sim; como Espíritos, têm as paixões dos Espíritos, conforme sua inferioridade. Se algumas vezes tomam um corpo aparente é para fruir as paixões humanas; se são elevados, é com um fim útil que o fazem.

Mas sendo assim, como entender a situação de Espíritos desencarnados que relatam determinadas sensações que parecem evocar paixões terrenas? Muitos se queixam de fome e sede, tormentos sexuais, ou se ligam a indivíduos viciados em tóxicos ou jogo, como que se “absorvessem” energias liberadas pela experiência do vício. Tais relatos devem ser categorizados como crença pessoal, e não como necessidade real. São entidades que viveram intensamente os prazeres da corporeidade e conservam fortemente certas impressões terrenas. Kardec comenta que, após a partida da Terra, principalmente para os que tiveram paixões muito intensas, uma espécie de atmosfera os acompanha, e que o Espírito desligado do corpo se ressente, durante algum tempo, da impressão dos laços que os uniam (LE, item 378). Acrescenta Kardec que os Espíritos conhecem os sofrimentos físicos, porque os sofreram, passaram por eles; mas não os sentem como nós, materialmente, porque são Espíritos (LE, item 253). E afirma ainda que a lembrança do que tinham sofrido durante a vida é muitas vezes mais aflitiva que a realidade. É, frequentemente, uma comparação com que, na falta de coisa melhor, exprimem sua situação. Quando se lembram do seu corpo, experimentam uma espécie de impressão, como quando se tira um casaco e se tem a sensação, por um tempo, que ainda se está vestido. (LE, item 256)

Embora nos pareça doutrinariamente relevante a classificação didática proposta por Kardec, do ponto de vista prático, não deve possuir tanta importância assim. Identificando em nós inclinações más, sejam elas decorrentes ou não da corporeidade, compete-nos lutar contra elas, cientes de que a experiência encarnatória é sempre de crescimento e que o Espírito, em qualquer circunstância, é o gerente de suas próprias decisões, podendo superar suas tendências ruins através do autocontrole e do esforço pessoal.

Ricardo Baesso de Oliveira
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quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Chico Xavier


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